quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Recorrência

Acredito que não tenho mais como expressar meus pensamentos e sentimentos. Acho que tudo passa ser uma recorrência uma repetição das mesmas coisas.
Quando não me dão seu tempo, lembro de Nina que deu seu tempo para mim. E nosso curto tempo foi eterno como aclamam os poetas.
Acredito que minha vida é uma recorr~encia do cotidiano, acho que escrevi um pleonasmo. O cotidiano por si só é uma recorrência. O contidiano é enfadonho e foi isto que não vi em Nina.
Ela me mostrou não ser recorrente, não era cotidiana, não era enfadonha.
Voltando a mesmisse finjo que não percebo, mas me deprime, fazer, trabalhar e vivenciar o corriqueiro. Faço que não percebo.
Mas Nina me mostrou outro caminho. O da loucura e delírio que por não poder seguir me cerco de depressão.
Levei muito tempo para perceber a paixão e o amor, a meu modo. Tenho medo desta palavra e nunca disse para Nina. Quanto a ela, confessou seu amor em sua carta de despedida.
Deveria ter aprendido com os poetas a necessidade de se falar que se ama na primeira oportunidade.
O tempo pode parecer eterno enquanto dura, mas é muito curto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário