terça-feira, 18 de maio de 2010

Colega em Comum

Tenho encontrado com frequência um colega em comum meu e de Nina.
Outro dia, tivemos o seguinte diálogo:
Ele - Nina me enviou um e-mail dizendo que esteve na Pinacoteca a duas semanas atrás.
Eu - Ah é?
Pensei: "Puxa, sei que fui proibido de enviar e-mails e ela prometeu não mais me enviar. E ele pode receber."
Ele - Ainda não respondi.
Eu - Manda um abraço pra ela.
Pensei: "Talvez esta seja a única maneira de me fazer comunicar.Ou talvez, Nina em seu subconsciente ainda queira ter minhas notícias através de outros meios. Na verdade queria mandar outra coisa"
Eu - Não me recordo direito, mas encontrei com ela no início de fevereiro ou março.
Pensei: "Nos encontramos pela última vez num quarto de hotel no final de março"

Ela não me disse que era uma despedida, como em outras vezes ia sair e me deixar dormindo. Mas, como em outras vezes acordei antes, fizemos um amor rápido, nos despedimos tristonhos como sempre, ela me disse: "Tome o café por mim". Eram 5 (cinco) da manhã e o café do hotel ainda estava fechado. Tomei o café as 6h00, sozinho. Nunca mais nos vimos.

Ontem, este colega me perguntou:
" Quando vamos tomar outra Vodka? Eu, você, Nina e Italiano?"
Eu - Acho que nunca mais. (Com ar de nostálgico).

Nesta semana, devo encontrar Nina em uma reunião de trabalho. Fico imaginando o que pode ocorrer, se devo procurá-la para falarmos ou não. Ela me pediu para não procurá-la mais. Não sei se respeito ou não. Não quero constrangê-la. Fazê-la sofrer mais. Mas quero saber como ela está de fato. Um comprimento de aperto de mãos e um "Tudo bem ?!", no início e um "Tchau, até logo!" não vão me satisfazer.

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