quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pegadas

Nina me disse que estávamos trilhando um caminho onde as pegadas se apagariam e não teríamos mais como voltar.

O que ela não me disse é que eu não teria mais pés para ir em qualquer outra direção.

Depois de ter estado com Nina e agora regressado ao lar, as comparações se tornam inevitáveis.

O sexo, o carinho, o diálogo franco aberto, sem limites já nos movia.

Na volta, perdi tudo.

Hoje finjo ser o que de fato era no passado. Sim, me tornei um fingido, pois não há pegadas para seguir nesta tentativa de retorno e me parece não ter pés para prosseguir.

Quando a noite cai e me encontro comigo, Nina vem intensamente em minha mente e a aflição se instala.

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