segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um lugar para as almas

Estar com Nina era estar numa terra onde nossas almas ficavam ligadas através de nossos corpos.
Eu procurava fugir da vida daqui de fora.
Ela queria ter momentos de felicidade, soltar o lado poetisa, amar por arte, por loucura.
Em um de nossos encontros, vi em seus olhos o amor que ela sentia por mim e uma lágrima que começava a se formar.
Chorei e disse que o cotidiano nos destruíria.
Nina era minha Pasárgada.
Esta é a mais perfeita explicação.
Então veio o cotidiano e a lógica da vida, o bom senso a fez me dizer adeus.
O bom senso me diz que foi certo, mas meu espírito não se apazigua.
Ela já me dizia e tenho ouvido e lido nestes últimos tempos que não importa o quanto durou, mas a intensidade e que as almas sempre ficam ligadas.
Queria ter o corpo dela próximo ao meu para que minha alma a encontrasse.

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