Há tempo que quero falar (escrever) sobre o Canadá. Mas são tantos pensamentos que não deveria mais separar em títulos. Tudo é um turbilhão.
Estivemos no Canadá por uma noite e um início de tarde. O verão se acabara e o outono começava. Já a noite, depois de momentos de amor, saímos para jantar. Era uma noite levemente fria, eu e ela não usamos blusas.
Primeiro sentamos numa mesa ao relento, mas senti que precisava de calor.
Fiz o pedido, nunca sentíamos fome quando juntos, nos comíamos, nos bastávamos. Uma porção de carne de porco e uma ótima cerveja de trigo.
Ela me serviu, ela adorava me servir. Há muito, não era servido por alguém. Ela cuidava de mim. Percebi, como nós homens somos eternos garotos.
Conversamos, rimos, nos bolinamos sobre os jeans.
O local estava vazio, ainda não era temporada. Praticamente, fechamos o restaurante.
Voltamos para a pousada. Que cama maravilhosa! Enorme, confortável, muitos travesseiros, tudo muito macio, um convite para o amor. Quando cobertos ficava calor, quando descobertos um tanto frio. Nos amamos. Nina adormeceu, apagou na verdade, foi a primeira vez que isto aconteceu. Sempre ela velava meu sono. Deu um suspiro e dormiu.
Acordamos no fim da madrugada, como parecia sempre ocorrer para nos amarmos. Dormir, amar, banhar-nos. Resolvi esfregar e banhar Nina, ela me disse que ela que não estava acostumada a levar um banho e sim em dar. Isto era verdade, várias vezes usou seu corpo para esfregar ao meu com uma esponja macia que deslizava sobre meu corpo sob o efeito da espuma.
As folhas de maples já estavam no chão, indicando a chegada da estação. Foi nosso penúltimo encontro.
No meio da manhã, tomamos café longamente, sem pressa, fizemos as malas e o checkout. Fomos para a cidade, andamos, sentimos o fraco e saboroso calor de outono, céu azul perfeito.
Uma cafeteria, cafés, petit gateau, conversas, beijos e toques.
Muitas lembranças do Canadá, do nosso Canadá.
Saudades de Nina.
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