Estive no Starbucks com o pretexto de tomar um café e comer um brownie. Na verdade, era pra me lembrar de você. Escrevi para a segunda pessoa, quando, de fato, deveria ser para a terceira pessoa, Nina.
Lembrar de quando nos encontramos. Já nem me lembro do que falamos no café. Acho que foi sobre minha viagem. Mostrei as fotos da câmera digital apressadamente. Segurei suas mãos e te beijei, como adolescente, inseguro.
Acho que o que marca a experiência humana, não são as palavras, mas sim os atos.
Minhas mãos suadas, um beijo com ar de pedido de permissão, como você mesma escreveu.
Foram longos curtos momentos. Hoje meu café e meu brownie não duraram mais que 5 minutos. O café e o brownie se foram rapidamente. Naquele dia conversamos e durou mais que hora.
Me sinto só, rodeado de pessoas.
Insisto em não te esquecer.
A dor de sua lembrança é um saboroso amargo de café.
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