terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fala pra Nina ficar comigo hoje

Fala pra Nina ficar comigo hoje

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BH

Estou mais uma noite em BH.
Quarto de hotel. Lembrei que estou sozinho e por vezes estive com Nina.
Sinto falta dela.
Sinto falta da poesia.
Sinto falta do pensamento.
Sinto falta da palavra.
Sinto falta dos olhos.
Sinto falta da pele.
Sinto falta da boca.
Sinto falta do sexo.
Sinto falta do gosto.
Sinto falta....
Já escrevi isto várias vezes.
Vem ficar comigo novamente.
Uma noite a mais de amor.
Só penso em te ver novamente.
Sei que está próximo.
Do que vou falar?
"O que tem feito?"?
Ser dissimulado.
Falar sem rodeios:
Vem que eu te quero.
Não pensar na resposta NÃO.
Gozei....

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Filme Francês - A Bela Junie

Cada vez mais tenho me tornado uma pessoa "cult" ou na verdade enfadonha, pensando em ser cult.
O fato é que assisti a um filme francês.
Não sei se é próprio dos franceses, mas parece não haver expressão ao se falar. Ou foi uma questão de direção.
Tirando este fato, é notável que o sentimento de amor é universal.
As nuances podem ser características de cultura de cada civilização.
No filme um jovem professor se apaixona por uma de suas alunas.
Apesar de ser correspondido no amor platônico, o amor carnal não se realiza.
A aluna confessa o amor, mas em sua lucidez, explica que nenhum amor é eterno, que a paixão dela logo não será correspondida pela dele, que a frustração, ciúme e sofrimento virão, logo se antecipando ao inevitável, ela foge e nem começam um relacionamento.
Algo parecido me ocorreu, mas fomos um pouco mais longe.
Outro fato, é o tormento de amor, loucura e sofrimento do professor pela aluna, que em certas cenas a segue para confessar o amor já sabido, e a procura apesar da negação.
Estou exatamente nesta fase, em busca de algo que acabou e que nunca começou.

Cotidiano

O cotidiano é mediocre por si só.
Nunca hava pensado nisto.
Acontence que vivemos num continuo cotidiano que a mediocridade não se revela.
Ficamos no estado de letargia.

Hoje me dei conta que quando estive com Nina não havia cotidiano.
Ou nosso cotidiano era excitante, sem mesmisse.

Meu cotidiano é uma série de administrações do próprio cotidiano.

Certa vez disse para Nina que o cotidiano acabaria com o nosso sentimento.

Não houve mais cotidiano.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Amantes

Amantes é o encontro de um cafajeste com uma vadia?
I don´t think, so!
Não nego que também o fomos. Mas em que proporcionalidade? Foi somente isto?
O que tive com Nina foi além disto, você pode não acreditar.
No entanto, eu e Nina nos conhecemos, acho que até de uma forma pueril. Parece bobo não? Falar isto de adultos.
Nos amamos na cama, mas também fora dela, quando nossas almas se encontravam.
A moral sempre esteve a nosso lado nos questionando sobre o que fazíamos estava fora dos princípios determinados da relação a dois.
Como explicar o sentimento que compartilhamos para a sociedade?

Após Nina, percebo que os limites não existem ou são relativos. A forma reta de pensar não existe. A relatividade domina.

A dor parece estar indo. Será que 5 meses depois que acabamos é a data limite para que a dor finde?

Ainda penso em Nina todos os dias. Agora, estou obcecado por reencontrá-la, abordá-la, tê-la por uma noite ou me frustrar por ouvir uma recusa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Recorrência

Acredito que não tenho mais como expressar meus pensamentos e sentimentos. Acho que tudo passa ser uma recorrência uma repetição das mesmas coisas.
Quando não me dão seu tempo, lembro de Nina que deu seu tempo para mim. E nosso curto tempo foi eterno como aclamam os poetas.
Acredito que minha vida é uma recorr~encia do cotidiano, acho que escrevi um pleonasmo. O cotidiano por si só é uma recorrência. O contidiano é enfadonho e foi isto que não vi em Nina.
Ela me mostrou não ser recorrente, não era cotidiana, não era enfadonha.
Voltando a mesmisse finjo que não percebo, mas me deprime, fazer, trabalhar e vivenciar o corriqueiro. Faço que não percebo.
Mas Nina me mostrou outro caminho. O da loucura e delírio que por não poder seguir me cerco de depressão.
Levei muito tempo para perceber a paixão e o amor, a meu modo. Tenho medo desta palavra e nunca disse para Nina. Quanto a ela, confessou seu amor em sua carta de despedida.
Deveria ter aprendido com os poetas a necessidade de se falar que se ama na primeira oportunidade.
O tempo pode parecer eterno enquanto dura, mas é muito curto.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lembranças

Sai a tarde para pegar o carro na revisão. Somente este fato já me remeteu a lembrança a tarde em que não encontrei Nina, pois estava para pegar o carro na revisão. Já se foram 6 meses.
Resolvi procurar um local para tomar um bom café sossegadamente. Fui a shopping. Entrei numa livraria, já sentindo que queria me conectar com Nina. Procurei livros de arte, vi um da Folha de São Paulo que discorria sobre os principais pintores e principais escolas. Pensei em comprar para um futuro presente. Acho que Nina mencionou que havia colecionado. Saber sobre os pintores e as escolas é um assunto que ela conhecia. Vi um de Anita Malfati. Não interessou, outro de simbolismo junto a um de Van Gogh, também não. Procurava por Manet. Não encontrei.
Fui para a literatura, folheei Fernando Pessoa, complexo, mas parece que a poesia se encaixava. Ele também está gravado em minhas memórias com Nina. Ela copiou o poema de Fernando Pessoa que estava na estação Ana Rosa e me entregou. Algo que nos marcou, "as coisas não tem explicação, não precisam ser compreendidas. As coisas são simplesmente coisas". Algo assim. Folheei Nelson Rodrigues que acredito ser um transgressor, tal como desejo ser e as vezes sou. Não me pescou. Sai para o café.
Sentei em uma mesa na Kopenhagen. O café bom, o chocolate idem. Em frente a mesa onde eu estava uma loja de lengerie. Mais lembranças.
A primeira quando Nina estava de branco e eu não a possui, por medo, por respeito.
Depois ela me confessou que havia se preparado para mim. Lengerie branca nova, depilação e estava pronta a se entregar. Me entendeu e se apaixonou mais.
A segunda, azul. Sutil, linda, harmoniosa.
Depois já não me recordo. Ela me seduzia a cada encontro.
Uma rosa, minúscula na parte de trás que já aparecia frente ao jeans de cintura baixa. Me alucinava.
Em outra noite, estava com uma ainda com tons vermelhos (já não me recordo, mas dos lacinhos que desamarrei não me esqueço. Perguntei antes algo: "é só puxar para desamarrar?", "sim" ela disse.
Uma vez pedi preta e fui atendido.
Agora, são apenas lembranças.
Na fantasia que faço em minha mente, já não sei o que é verdade.
Nina foi um verdade tão deliciosa que se confunde com fantasia.
Hoje pareço estar sereno, mas me perguntaram porque ando tão introspecto. No trabalho e em casa. Não posso falar que é porque estou apaixonado e sofrendo por não estar com Nina. Me resta dizer que a crise da meia idade me atacou.
Vivo fantasiando futuros encontros com Nina. Como li, "quem fantasia, engana a si. quem mente engana aos outros".
Portanto, me engano.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fraqueza

Confesso minha fraqueza.
Todos os dias penso em você e me seguro em minha razão para respeitar o seu "OK?", mas hoje não teve jeito.
Tenho que te escrever para contar que:
Fiquei a tarde em casa para ler nossa correspondência,
Lembrar,
Sentir saudades,
Chorar uma paixão, um amor.
Me sinto egoísta.
Não queria me desculpar por este ato, mas o faço, pela força da educação.
-Desculpas.
Não aceite-as. Não me perdoe. Não quero.
Talvez queira que você entenda. Não entenda também. Entender é algo motivado pela razão.
Também não quero algo motivado pela emoção, como a compaixão. Talvez por outra "...ção" que não conheço.
Tenho meu orgulho as avessas.
Apenas aceite a minha fraqueza.

Não quero concordar com Drummond, hoje. Me deixe sofrer, me deixe iludir em paz.

Definitivo, como tudo que é simples
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das
Coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer
Por termos conhecido uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso e que nos
Fez companhia por um tempo razoável, um tempo
Feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas
Projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos de ter
Conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
Por todos os livros e silêncios que
Gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante
E paga pouco, mas por todas as horas livres que
Deixamos de ter para ir ao cinema, para
Conversar com um amigo, para nadar,
Para amar.
Sofremos não porque nossa mãe
É impaciente conosco, mas por todos os momentos
Em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas
Mais profundas angústias, se ela estivesse interessada
Em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas
Pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
Mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
Impedindo que mil aventuras aconteçam,
Todas aquelas com as quais sonhamos e nunca
Chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o
Desperdício da vida está no amor que não damos,
Nas forças que não usamos,
Na prudência egoísta que nada arrisca, e que,
Esquivando-se o sofrimento, perdemos também a
Felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento opcional.
Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Olhar para dentro de mim

Na rodovia tenho tempo para meus pensamentos.
Preciso anotá-los, pois estou a esquecê-los.
Parar no acostamento não me parece boa ideia.
Nunca olhei tanto para dentro de mim. Auto-analise.
Acho que meu comportamento é egoísta.
Não o comportamento, mas o pensamento, tudo gira em torno do meu umbigo.
"Fingir que te deixo partir é uma maneira egoísta de amar"
Mas, não a deixo ir, ao menos dos meus pensamentos, Nina é sempre presente.
Já disse, talvez uma doença, que agora parece ser auto-imune, uma forma de Lupus.
Preciso me abrir para o amor. Só amo Nina.
Klimt - The Kiss
O que aprender com a obra? Ou devemos aprender com o autor? Ou não há separação entre criador e criatura?

domingo, 22 de agosto de 2010

Hoje

Hoje é meu aniversário, resolvi me presentear escrevendo para ti e contar como estou.
Hoje resolvi ser Peter Pan novamente, voar para a Terra do Nunca ou melhor ainda para Pasargada.
Voar com "minhas assas tortas" junto com Wendy, seria muito melhor com Nina.
Hoje "prefiro o delírio", a inconsequência de dizer que te amo. Inconsequente, mas verdadeiro, a meu modo, pois não passo um dia sem pensar em você.
Penso quando acordo, durante o dia e a noite.
Penso quando faço as coisas mais cotidianas, mundanas e carnais.
E até quando faço sexo. Parece que só faço sexo, não faço mais amor.
Penso em te encontrar novamente. Na verdade, fanatasio.
Há pouco tempo que vi um documentário que dizia que o inferno, na verdade, é a falta da pessoa amada. Pois bem, tenho vagado pelo inferno nos últimos meses. Me pego triste, aparentemente sem razão para os outros, mas sei que você me faz falta.
Queria te ver, para ver seus olhos apertados, escutar sua voz, beijar sua boca, sentir seu corpo, morder seus seios, sugar sua pele e te amar. Depois de secar o meu, o nosso suor, escrever e ler um poema em suas coxas, ver sua pinta.
É isto que tenho feito, é assim que estou.
Leio o livro da Lya que você me deu, mas você não deveria tê-lo lido. As páginas que você marcou, continuam marcadas para que eu possa te encontrar e te ouvir, mesmo que seja com as palavras da Lya.
Espero um chamado seu, me chame que eu vou, vou sem qualquer exigência. Vou para tomar um café, comer um petit gateau, ler uma poesia, te ouvir, te ver. Vou para você e por você.
Apenas um breve momento, sem passado, sem futuro, sem presente se quer, somente nós dois.
Sabemos que não podemos parar o tempo, mas ainda podemos tê-lo para nós, por breve que possa ser.
Te espero, meu amor!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Body

Que falta me faz seu corpo
Que falta me faz seus pelos pubianos, cerrados a me espetar
Que falta me faz a visao e o toque no seu quadril curvilineo
Que falta me faz sentir voce molhada ao te penetrar
Que falta me faz seu balanco sobre meu corpo
Que falta me faz seu gemido baixo
Que falta me faz sua voz aperta a me dizer
Que falta me faz seu olhar a mostrar a dor do prazer
Que falta me faz seu sexo a comer o meu
Que falta voce me faz

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ócio e Solidão

Percebo que o ócio em meu trabalho não me faz bem. Isto é um campo aberto para que meu pensamento vá em direção de Nina.
Ontem ouvi a voz dela ao fundo numa ligação que fiz.
Mandei um e-mail. Na linha de assunto, escrevi algo assim:
- Vc poderia atender o telefone !!! Opsss ....
É claro que não tive resposta.
Almocei sozinho. Ficar sozinho também não é uma boa ideia.
Durante a tarde pensei em estar na cama com qualquer mulher, até uma vadia.
Não tenho Nina. Entro em desvairio.
Minha tristeza voltou. Acho que estou caindo em depressão. Preciso lutar.
Está difícil aceitar que nunca mais terei Nina. Vivo em um mundo de fantasias e ilusões. Imaginando encontrá-la.
Preciso me recompor.
Voltar para a casa não me agrada.
Meu amor ficou com Nina.
Vermeer - A Arte da Pintura
Seurat - A Sunday on la Grande Jatte

domingo, 15 de agosto de 2010

Sem Palavras

Está começando uma nova semana, na qual se acabou tinha a esperança de me encontrar com Nina. Tinha feito planos, fantasiado situações.

Mas tive que priorizar um outro compromisso profissional, foi difícil ver o que tinha planejado se esvair.

Continuo a pensar nela todos os dias, no amanhacer, durante o dia e ao anoitecer.

Pensei no que ia escrever na "orelha", pareceia bom, não escrevi neste blog e em papel não é seguro. Me esqueci.

Viajei, voltei. Hoje sinto solidão, mais uma vez. Estar acompanhado, não é necessariamente estar acompanhado. Sentimentos estranhos me invadem, como este da solidão acompanhado. Ir ao cinema, ir a um bar, assistir televisão, acompanhado, mas sozinho. Falta algo, não sei o que é, talvez seja companheirismo. Deixei com Nina.

Ela, este fantasma, me assombra todos os dias, na verdade quero que me assombre.

Me pergunto o que é o amor. Não tenho resposta, tenho medo de dar respostas. Minha educação conservadora me leva a acreditar que amar está ligada as coisas duras da vida. Minha relação com Nina me leva a amá-la de um jeito poético, acima das convenções.

Escutei no filme Entre Dois Amores algo como "Tenho dois amores meu Amado e meu Amante". Estou na mesma situação.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mendigar

O único pensamento que me recorre é fazer uma pergunta para Nina:

-Caso você não tenha nenhum compromisso, caso não precise justificar seus atos, caso não precise dar satisfações para ninguém; tome um café comigo, leia uma poesia de um livro junto a mim, jantemos sushi e sashimi, converse comigo, toque minha mão, meu braço.
O que mais preciso é da sua palavra. Fale de arte, de poesia, de você, mas fale. Quero te pedir, peço esta esmola.
Minha alma é de mendigo, qualquer coisa sua por menor que seja, espero que sacie minha vontade de você.
Apenas jogue uma esmola em minha direção.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vermmer - A Arte de Pintar

Quanta coisa um artista consegue expressar através de sua obra e mais impressionante ainda quando é sobre uma apenas.

Acabei de perceber que Vermmer é de escorpião. Não sou ligado em horóscopo, mas me parece que os escorpianos, assim como eu, possuem suas marcas.

Tudo para me sintonizar com Nina. Com a qual ainda penso todos os dias e agora penso em encontrá-la novamente. E convidá-la para estarmos juntos para qualquer coisa, desde um café com uma boa conversa até sexo com uma boa conversa.

Minha loucura vem em ondas, normalmente durante a semana ocorre a formação, no final atinge a altura máxima da crista e estoura. Eu, me estouro por dentro e para fora.

Quartas-feiras.......de futebol na TV.

Já vi Anibal, Bocage, A Recessão Americana.

Espero que ela também. Temos muito a conversar. Com um olhar eu me contentaria.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta para Nina

Cara Sra. Nina,

Conforme nossos contatos anteriores estou enviado o livro "Me perco e me dano" para sua apreciação.

Procuramos seguir, para esta publicação, todas as suas especificações e portanto esperamos que esteja de acordo com o seu gosto.

Informo que utilizamos papel na cor azul, sua preferida, peço que analise a gramatura e verifique se a satisfaz.

O padrão de letras, índice, cabeçalho, rodapé e paginação não são rebuscados, conforme sua orientação, para que o leitor não desvie sua atenção do conteúdo poético que é a essência do livro.

A capa dura almeja dar uma qualidade de best-seller e ao mesmo tempo um acabamento requintado em decorrência de sua alta exigência pelo melhor e ainda dar a durabilidade necessária ao exemplar.

Tomamos a liberdade, de acrescentar o texto "Uma certeza, a incerteza" de autor desconhecido que estava presente em seus manuscritos, pois acreditamos estar inserido no contexto geral do livro. Também removemos o poema de Carlos Drummond, seu predileto, de onde origina o título do livro, para que não caracterize qualquer tipo de plágio literário, uma vez que sua obra é única e assim deve permanecer.

Com relação a "orelha" do livro ainda está indefinida, uma vez que, ainda não nos foi enviado qualquer texto com uma perfeita descrição de seu estilo literário.

Logo, aguardamos seus comentários para quaisquer exigências de alteração, grandes ou pequenas, as quais executaremos com enorme satisfação. Exigências estas que trateremos como amenidades para seu contento.

Esperando tê-la atendido plenamente, me coloco a sua inteira disposição para esclarecimentos de dúvidas e outros assuntos relacionados a esta publicação que muito nos orgulha.

Atenciosamente,

Pedro Drummond
Gerente de Relações com o Cliente
Editora Aurora

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Saudades

Só esta palavra resume o que sinto.
Saudades. Pura saudades. Nada mais e nada menos. Saudades.

Ando triste, pensativo, por vezes evitando contato com outras pessoas.
Mas o melhor é fazer o oposto do que tenho feito.

Queria vê-la novamente, conversar, tocá-la.
Cheguei a conclusão que é uma equação sem solução.
Talvez não seja uma equação, talvez seja uma inequação, onde cada lado não tenha que ser igualado, nem majorado, apenas que seja diferente.
Só assim, será resolvido.

Queria encontrá-la e estar com ela novamente, sem que nos importassemos com passado ou futuro, mas somente o presente. Afinal só devemos ter o presente, o momento, passado e futuro já estão comprometidos com outros.

Por que não termos somente o presente? Sem pecado e sem culpa.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Violência Amor Ideias

Fiquei preocupado com a integridade física de Nina.
Pensei em ligar e perguntar como ela estava, mas não do ponto de vista emocional e sim físico.
Mas achei que estava criando um pretexto para bular o que ela me pediu e contactá-la. Estamos vivendo uma fase de notícias sobre violência contra as mulheres. Me lembrei quando Nina me disse que em outros tempos, usando suas palavras, "ele me quebraria".

Nunca pensei que fazer sexo se tornaria algo vazio. Parece que faço para saciar meu corpo. O Amor? Parece que o transferi para Nina.
Tenho medo do que penso. Tenho medo desta situação na qual me inseri e não sei como sair dela. É uma armadilha psíquica. Não sei como trazer de volta este amor transferido.

O modo como passei a pensar sobre a vida, o cotidiano, as pessoas ao meu redor parece que mudou drasticamente. Por outro lado, parece que sempre estiveram dentro de mim. Nina abriu as portas para que as ideias se arejassem. Não são ideias extra ordinárias, diria que são ideias livres, talvez desapegadas dos modelos que estão aí, a nossa volta e que moldam a sociedade, o cotidiano.

Hoje me sinto sozinho, mais uma vez.
Nina, onde está você? Eu sei.
Nina, o que você está fazendo? Não sei. Oxalá eu estivesse junto a ti para fazer.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Conexão

Sinto que perdi a conexão com minha mulher.
E criei uma com uma pessoa com a qual não posso ter.
Parece que não é uma simples questão de sexo.
É algo mais que procuro e que está com Nina.
Então posso considerar como perdido em definitivo.
Também, me parece que não quero reatar em definitivo.
Quero Nina presente em meu ser.
Isto é doentio, insano, mas é como quero neste momento.
Estou optando por não me conectar.
Nina, procuro sua meiguisse e sua voz apertada de amor e desejo.

domingo, 18 de julho de 2010

Calma

Ainda penso em Nina todos os dias.
Ao amanhecer, indo para o trabalho, quando retorno, ao dormir. E quando faço sexo.
Tenho estado calmo.

O fim de semana ocupado, recebendo colegas em casa.
Ainda bem que eu e Nina não moramos próximos.
250km nos separa.

Mas tenho pensado o que dizer quando encontrá-la novamente.
"- Se você não tiver nenhum compromisso hoje a noite, me convida pra um café na sua casa!"
Cafajeste. Egoísta.
Tudo poderia se resumir em casualidade e inconsequencia.

Tenho visto os crimes cometidos contra mulheres e pensado que natureza perversa tem o ser humano. Abominável. Me preocupei quando Nina comentou que o companheiro dela havia sido violento.

Enquanto isto, nas minhas conversas procuro onde reside a efemeridade e fugacidade dos atos para zombar e ironizar. É minha diversão. Mesquinho que sou, acho que estou acima da "vã filosofia".
Filosofo, grande besteira.

Nina onde está sua poesia? Só vejo realidade.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sensatez

A semana já começou, meus sentimentos e sentidos se tornam mais lógicos e comportados se comparados ao do final de semana, onde meus pensamentos se voltam para Nina.

Como já descrevi todos meus pensamentos convergem para ela e sofro. É uma loucura angustiante, onde penso em contactá-la de alguma forma, ligando, mandando uma mensagem e até ir ao encontro dela num ato de desvario. Mas me puxo para a realidade.

Hoje, neste momento de lucidez, acredito que está na hora de parar de alimentar este sentimento, está na hora de deixar José Drummond se ir. Da mesma forma que Nina disse que estava morrendo quando me escreveu pela última vez.

Toda vez que venho aqui depositar algo que eu tenha pensado alimento esta agonia, insensatez que não a trás para mim, apenas dor e sofrimento.

Acho que estou me deixando levar por um capricho, tudo acabou. Os sentimentos que ficaram com cada um, cada um deve tratá-los como quiser.

Digo que é um capricho, pois como cada um pode abandonar sua "bagagem" de vida para se unir ao outro? Impossível.

Resta a lembrança de um grande amor que quero compartilhar com um amigo e se coragem não me faltar com outro alguém....

sábado, 10 de julho de 2010

Olhar Interno

Há tempos não olhava para meu interior.
Nina, me fez isto.

Arrependimento

Estou arrependido
Arrependido por não ter estado na cama com Nina, quando podia ter estado.
Arrependido de não estar sob o mesmo chuveiro, quando podia ter estado.
Arrependido de tê-la deixado cedo, naquela noite, naquele hotel.
Arrependido de não ter me encontrado com ela.

Não me arrependo dos curtos e infinitos momentos em que nos amamos.

A água quente do banho, não sei porque, me lembrou o toque dela.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Descoberta

Estou me descobrindo e acredito que amor e sexo sempre caminharam juntos, apesar de eu como homem querer separar as coisas.

Mas, não é desta descoberta que quero falar, quero falar que eu e Nina, quando juntos, nos descobríamos.

Conversas, olhares, toques, posições, gemidos, brincadeiras, risos, medos, dúvidas, tristeza, despedida, paz e turbulência. Turbulência de sentimentos intensos. Um furacão. Era o que nos compunha. Descobertas. Curiosidades para uma nova descoberta e experiências.

Agora, administro.

domingo, 4 de julho de 2010

Insano

Apesar de minha vida parecer retornar para um trilho, minha angustia apenas abranda.

A presença de Nina em meus pensamentos é incessante.

A vontade de estar com ela parece não ter remédio.

Minha sina é tê-la em minha mente.

Não posso dizer que é um doce castigo.

Como já disse, estou criando fantasias em minha mente, e tê-la novamente é meu objetivo.

Não sei quando, não sei onde e não sei como, mas planejo a noite em que vou estar ao lado dela.

Isto é insanidade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quarta-Feira

No fim de tarde reli algumas das poesias da Lya Luft, do livro "Para não dizer adeus", que ganhei de Nina. Mas que no meu caso poderia trocar o nome retirando a palavra "não". Paro nas páginas marcadas por ela com uma orelha, os poemas são lindos, não consigo transcrevê-los na integra.

" Te deixar livre é uma maneira egoísta de amar"

"Descupem, mas devo dizer: eu quero o delírio"

Hoje é quarta-feira, assisti Michelangelo, para me aproximar de Nina. Não sei se nos aproximamos, como vou saber, que certeza tenho?

Fantasio, ainda quero ser um cafajeste. Me encontrar com Nina e convidá-la para minha cama. Um não ou sentir o prazer do momento e a dor da partida. Pelo menos minha alma e corpo sairão alimentados. Que egoísmo de minha parte! Onde está meu amor? Quero a loucura do êxtase.

Fantasio ....

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ódio

Sábado, o ódio se apossou de mim.
Ódio, palavra forte, mas era meu sentimento para com minha mulher.
Não estava suportando a presença dela a meu lado. Uma pena.
Tenho procurado em minhas lembranças os tempos que eu a amava. Em que era apaixonado. Pouco encontro.

Ainda me sinto egoísta, querendo ser servido, receber carinho.
Nina mal me acostumou, costumava me servir um banquete de atenção, carinho, amor e algo que passei a valorizar, e seu tempo para ficar comigo sem qualquer restrição ou condição. Nina se doava a mim.

O tempo, este cruel elemento que não controlamos e que também passei a odiar, todas as vezes em que estive com Nina. Ele passava muito rápido.

Sou cobrado pelo falta de carinho, mas sinto que meus sinais poucos são correspondidos.
Quando são, parece que perdem o sentido, tive que me desgastar tanto e dar sinais de irritabilidade que quando recebo, tudo parece que é por obrigação. Mesmo podendo ser, tudo me parece que não é por vontade própria, ou prazer.
Nina realmente, mal me acostumou. Agora parece que apenas tenho um "prato-feito" requentado.

Pensei em contar sobre Nina, mas ainda acho que tenho mais a perder, penso em meu filho, com certeza não suportaria uma separação.
Por que construímos um mundo ao nosso redor? Na verdade a gente já vem para vida com o mundo a nossa volta. O que fazemos é aumentá-lo.

Tenho muitas saudades de Nina. Quase uma loucura. Me seguro para não escrever para ela. Para não ligar. Não quero ser um fantasma a assombrá-la. Minha vida está revolta como nunca antes esteve. Preciso de paz. Mas não consigo esquecer Nina. Esquecer não vou. Mas devia colocá-la de um lado do meu coração onde não causasse tantos danos.

Vi partes de um filme chamado "A Outra" pesquisei na internet é de Woody Allen de 1988, nome em inglês: Another Woman. Minha percepção trata-se da relação afetiva entre marido e mulher e a traição. Algo pelo que passei. Uma frase no final do filme me marcou.

"Lembrança é algo que temos ou que perdemos?"

Queria enviar para Nina. Ainda me contenho.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Anibal

Para de certa maneira me sentir conectado a Nina, tenho assistido as quartas-feira o programa Cultura Mundo na TV Cultura.
Ela costumava assistir e me informar da programação, pois houve uma série de documentários sobre pintores.
Eu assisti na última quarta-feira sobre o general cartaginês Anibal.
Isto me leva a outro fato, tínhamos uma brincadeira de desafio, que consistia em dar algumas pistas sobre algum assunto para saber a resposta. Na maioria das vezes eu envia uma figura de um quadro para que ela descobrisse o autor e o nome do quadro.
Mas voltando a Anibal o programa encerra dando uma conclusão bastante curiosa sobre o general que atravessou os Alpes com elefantes e invadiu a Itália, mas não invadiu Roma.
Ele foi o catalizador da fúria romana que desencadeou o início do império do romano e uma série de conquistas.
Pois bem, Nina foi um catalizador que fez eu enchegar e ver a vida de uma forma diferente.
Carpe Diem.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Cafajeste

Nina dizia que as coisas seriam mais fáceis se eu fosse um cafajeste e ela uma vadia.
Mais fáceis no sentido de passar a noite juntos e no dia seguinte dizermos tchau, sem qualquer sentimento.
O fato é que nos apaixonamos e as coisas se tornaram difíceis.
Nos separamos, mas com muita dor.
Agora fiquei com a vontade de me tornar um cafajeste.
Pois quero propor para Nina mais uma noite, sem qualquer compromisso, remorso ou sentimento.
Minha ética, o respeito e até o amor que sinto por ela me diz que não devo.
Mas a loucura e paixão que sinto diz que sim.
Talvez eu devesse me tornar um cafajeste de verdade e ter uma vida de aventura e promiscuidade.
Assim, quem sabe, possa esquecer Nina.

sábado, 19 de junho de 2010

Canada

Há tempo que quero falar (escrever) sobre o Canadá. Mas são tantos pensamentos que não deveria mais separar em títulos. Tudo é um turbilhão.
Estivemos no Canadá por uma noite e um início de tarde. O verão se acabara e o outono começava. Já a noite, depois de momentos de amor, saímos para jantar. Era uma noite levemente fria, eu e ela não usamos blusas.
Primeiro sentamos numa mesa ao relento, mas senti que precisava de calor.
Fiz o pedido, nunca sentíamos fome quando juntos, nos comíamos, nos bastávamos. Uma porção de carne de porco e uma ótima cerveja de trigo.
Ela me serviu, ela adorava me servir. Há muito, não era servido por alguém. Ela cuidava de mim. Percebi, como nós homens somos eternos garotos.
Conversamos, rimos, nos bolinamos sobre os jeans.
O local estava vazio, ainda não era temporada. Praticamente, fechamos o restaurante.
Voltamos para a pousada. Que cama maravilhosa! Enorme, confortável, muitos travesseiros, tudo muito macio, um convite para o amor. Quando cobertos ficava calor, quando descobertos um tanto frio. Nos amamos. Nina adormeceu, apagou na verdade, foi a primeira vez que isto aconteceu. Sempre ela velava meu sono. Deu um suspiro e dormiu.
Acordamos no fim da madrugada, como parecia sempre ocorrer para nos amarmos. Dormir, amar, banhar-nos. Resolvi esfregar e banhar Nina, ela me disse que ela que não estava acostumada a levar um banho e sim em dar. Isto era verdade, várias vezes usou seu corpo para esfregar ao meu com uma esponja macia que deslizava sobre meu corpo sob o efeito da espuma.
As folhas de maples já estavam no chão, indicando a chegada da estação. Foi nosso penúltimo encontro.
No meio da manhã, tomamos café longamente, sem pressa, fizemos as malas e o checkout. Fomos para a cidade, andamos, sentimos o fraco e saboroso calor de outono, céu azul perfeito.
Uma cafeteria, cafés, petit gateau, conversas, beijos e toques.
Muitas lembranças do Canadá, do nosso Canadá.
Saudades de Nina.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Starbucks

Estive no Starbucks com o pretexto de tomar um café e comer um brownie. Na verdade, era pra me lembrar de você. Escrevi para a segunda pessoa, quando, de fato, deveria ser para a terceira pessoa, Nina.
Lembrar de quando nos encontramos. Já nem me lembro do que falamos no café. Acho que foi sobre minha viagem. Mostrei as fotos da câmera digital apressadamente. Segurei suas mãos e te beijei, como adolescente, inseguro.
Acho que o que marca a experiência humana, não são as palavras, mas sim os atos.
Minhas mãos suadas, um beijo com ar de pedido de permissão, como você mesma escreveu.
Foram longos curtos momentos. Hoje meu café e meu brownie não duraram mais que 5 minutos. O café e o brownie se foram rapidamente. Naquele dia conversamos e durou mais que hora.
Me sinto só, rodeado de pessoas.
Insisto em não te esquecer.
A dor de sua lembrança é um saboroso amargo de café.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A-Ha

Já não posso ouvir música, muito menos A-Ha.
Hoje trabalhava e escutava as músicas, voltei a ficar esfacelado

Hunting high and low

I'm hunting high and low
And now she's telling me she's got to go away
I'll always be hunting high and low
Hungry for you
Watch me tearing myself to pieces
Hunting high and low

Crying in the rain

If I wait for stormy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Only heartaches remain
I'll do my crying in the rain

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sonhos de um Reencontro

Sonho em revê-la.
Talvez ela fosse para São Paulo numa feira, onde eu poderia estar.
Preferi não ir, não com o intuito de fugir dela, mas para me poupar, pois seria mais certo que não nos vissemos.
Seria frustante.
Se a visse, teria que convidá-la para sair e depois fazer amor.
Seria frustante ouvir um não.
Seria maquiavélico, assombrar os sentimentos dela.

Monstro

Estou me transformando num monstro.
Estou tentando transformar outra pessoa no que não é.
Estou querendo que minha mulher seja Nina. E ela não é.

Sonhei com Nina, foi a primeira vez.
Não sei dos detalhes do sonho.
Acho que estavámos a fazer ou começando a fazer amor.
Fomos interrompidos ou despertei, infelizmente.
Poderia gritar o nome dela enquanto durmo, talvez facilitaria as coisas.

Por vezes penso, que deveria dizer, que me apaixonei por outra pessoa.
Ou simplesmente dizer, ou ameçar:
- Cuida de mim, pois conheço outra pessoa que gostaria de cuidar de mim!
Ou:
- Estou tentando ficar com você, não se descuide de mim!

Ela já sabe que estou diferente, eu sinto. Talvez ache que é uma crise de entrada na meia-idade, também não deixa de ser.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tristeza

Por vezes acho que não tenho mais dor, agora estou num estado constante de tristeza.
Acho que é um sintoma de depressão. Penso em procurar ajuda médica. Melhor não.
Os fins de semanas continuam terríveis, o tempo ocioso comigo mesmo me remete a pensar em Nina. Vem a semana de trabalho com os atributos do dia a dia para me salvar.

Comparei o antes e o depois de Nina e cheguei a conclusão que meu estado é semelhante ao de Adão e Eva, explico: Eu já estava insatisfeito no paraíso, resolvi comer o fruto da árvore da sabedoria, tomei ciência da minha nudez de vida, da minha vida vazia. Fui expulso. Não tenho paraíso e nem o fruto da sabedoria. Nina foi a árvore da sabedoria. Enquanto degustava o fruto o Eden era maravilhoso, depois da expulsão fiquei próximo ao inferno.

Meu cotidiano me leva a Nina. Vivemos tão pouco tempo juntos, mas intensamente, que as simples ações do cotidiano me marcaram.
Já não posso tomar banho, muito memos me ensaboar e cobrir meu corpo de espuma.
Já não posso tomar café expresso, muito menos comer brownie.
Já não posso beber cerveja, muito menos Baden Baden
Já não posso beber vinho, muito menos sacar a rolha e servir.
Já não posso comer pizza, muito menos na embalagem.
Já não posso dirigir, muito menos para o "Canada".
Já não posso fazer sexo. Me falta amor, só sobrou a carne. Meu espírito reclama e clama por Nina.

Muitas vezes penso em loucuras. Procurar Nina novamente. A razão me chama, minha vida construída e estabelecida. Meu filho para criar. Minha mulher para retribuir. Meu emprego para preservar. Entendi perfeitamente o sentimento do Sr. Fleming do filme Perdas e Danos. É algo inexplicável e inevitável. Me pergunto se era somente o sexo. Não, não era somente o sexo. O contexto é mais forte.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Perdas e Danos

Jeremy Irons (vencedor do Oscar® de Melhor Ator por O Reverso da Fortuna) e a bela Juliette Binoche (vencedora do Oscar® de Melhor Atriz Coadjuvante por O Paciente Inglês) são os astros desta história com momentos de muita sensualidade e suspense. Stephen Fleming é um dos líderes do parlamento inglês. Um homem com reputação intocável e comportamento familiar exemplar. Isto até mergulhar de cabeça numa perigosa aventura de amor e sexo. Fleming se apaixona por Anna, noiva de seu filho. Anna é uma mulher estonteante que também fica louca por ele. Eles sabem dos riscos que correm, mas a paixão é mais forte

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fim de Semana

Durante o fim de semana tenho muito tempo comigo mesmo, ou tempo ocioso.
Isto não tem sido bom para mim.
Tempo ocioso ou mesmo tempo para minhas atividades manuais, pequenos trabalhos domésticos, são suficientes para que Nina venha a minha mente.
Escuto música aos sábados, qualquer música que fale de amor vem uma vontade de chorar, meus olhos se enchem.
Meu estado de carência é enorme, quero dedicação completa e integral, sou egoísta ao extremo.
Nina mal me acostumou com excesso de carinho, amor, sexo, e doação de tempo.
Não tenho tido mais isto, tenho que mendigar por atenção, parece que tudo me vem porque fica notório minha demanda, não é entregue como Nina me dava, sem obrigação, sem burocracia, era por vontade e escolha dela.
Penso loucuras, a retidão e exigência do cotidiano me chama de volta.
Ouvi que o inferno na verdade é a falta da pessoa amada.
Estou no inferno então.
Nina costumava dizer que nos encontraríamos mo Purgatório, acho que então vai ser melhor, meu espírito vai melhorar de plano.
Tenho medo de não ser mais quem eu era.....
Acho que nunca mais serei.
Talvez fingir não seja mais o caminho, queria um colo para me apoiar quando disse que sofro por paixão.
Já nem sei mais se Nina é real ou se é idealismo ou o Nirvana que quero almejar.
Já não sei quem sou.

sábado, 29 de maio de 2010

Troca de Presentes

Dei uma caixa, pouco menor que uma de sapatos, toda pintada com joaninhas. Passei a gostar de joaninhas, as pintas vermelhas são bem coloridas.
Na caixa havia uma carta, 11 "origamis de tsuru", uma lata de sopa de tomate Campebell´s, um perfume Nina Ricci.
A carta para explicar os presentes, falar de minha saudades, perguntar "Como vai você?" e para dizer Tchau.
Diz a tradição que se uma pessoa recebe 1000 tsurus o desejo é realizado. Então é normal que seja dado para pessoas doentes este presente. Nina me ensinou.
Depositei todo meu desejo para que Nina seja feliz nos 11 que fiz. Enquanto fazia pensava nela e aí entendi que o ato de fazer se tornava um pensamento positivo, uma prece pedindo felicidade.
Uma lata de de sopa de tomate Campebell´s. Nina adora artes e pintura é uma de suas preferidas. Ela esteve na exposição de Andy Warhol e a ilustração de tais latas faz parte de suas principais obras. Foi uma maneira de materializar a obra.
O perfume mais pelo nome "Nina Ricci" do que pelo perfume. Para fazer uma referência a Nina que possui perfume na alma, logo é permanente e não passageiro.
Na carta pedi para Nina guardar tudo no fundo de um armário, para não ficar a vista. O perfume para que seja aberto e se evapore. Pois, sei que o que passamos não vai ser evaporado.
Nina me ensinou que os presentes mais valiosos são os mais simples, logo destes presentes as dobraduras de simples papel para mim tem um valor inestimável.
Não escrevi, mas a lata seria um bom "porta lápis" ou talvez "porta pincel". Gostaria que ficasse sobre algum lugar visível até enferrujar, mas o melhor é esconder.

O que os olhos não vê o coração não sente, ou finge não sentir.

O livro que Nina me deu era de poesias de Lya Luft, "Para não dizer adeus".
Algumas páginas marcadas com uma dobra na orelha.
Para mim eras as poesias mais lindas do livro. E senti que Nina me falava através delas.
Na página interna com o título do livro, logo abaixo, estava escrito a lápis:
"Apesar do título, foi depois de ler o livro que resolvi te dizer adeus."
Ainda não apaguei.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Encontro com Nina

Primeiro uma reunião de trabalho por horas que atravessou o horário de almoço. Nina não estava presente.
No fim da tarde, após um almoço chato, fui para o setor onde Nina trabalha.
Nos cumprimentamos com um breve aperto de mãos e nos fitamos com um sorriso até sem graça.
Comecei meu trabalho, mas pensando nela logo tão perto, acho que por poucas vezes virei a cabeça em sua procura.
Nina logo se foi.
Convidei um colega em comum para uma cerveja, por volta das 21 horas.
Continuei meu trabalho até as 19 horas.
Fui para o hotel, onde eu e Nina nos encontramos por algumas vezes (vezes mágicas).
Minha tortura começou, fitei o celular, pensei, titubiei e liguei para ela, em vão.
O celular tocou e não foi atendido. Uma decepção, mais dor, um início de choro. Resisti.
Fui para o banho.
Saí do hotel para o café onde também nos encontrávamos. Eram 20h30min.
Capuccino, torta e um livro de poesias que já havia passeado pela minha mão e pela dela.
Houve uma ocasião em que falamos de nossos sentimentos, junto de outros, somente apontando poesias do mesmo livro um para o outro, numa alternância, como dizíamos, nossas almas pareciam conectadas.
As lembranças de Nina, por todo local, cada pessoa que entrava pensava que podia ser Nina, não era. A tortura continuava.
Era 21h30min liguei para meu colega, atendeu e disse que já estava próximo.
Algumas cervejas, uma conversa boa, mas eu queria saber como estava Nina.
Poucas informações, mas soube que ela ainda estava com o companheiro.
Ele me disse que pensava que Nina estaria lá com a gente. Eu disse que liguei, mas que ela não havia atendido o telefone. Era verdade.
Falamos dos problemas de trabalho. Ele me disse que havia pedido para ser mandado embora e estava deixando a empresa. Eu já sabia, por Nina, e me fiz de surpreso.
Falamos de mulheres, das nossas, das outras.
Ele me perguntou de minhas aventuras com mulheres em viagens.
Eu contei das poucas que tive. Parece que ele queria saber de mim e Nina.
Não falei, mas tive vontade. Com Nina não foi aventura, foi tudo além, foi paixão que se tornou amor doentio.
Era mais de meia-noite, demos uma volta pela pequena cidade, mas não havia festa que pudéssemos detectar.
Me deixou no hotel. Tive que atravessar o corredor e pensar em Nina, deitar-me na cama pensando em Nina. Na manhã seguinte seria um dia de trabalho pesado e encontro com Nina.
Dormi pouco, agitado, acordei cedo, me arrumei com mais calma que o usual, tomei um café sem fome.
Chamei um táxi, fui para o trabalho.
Encontrei Nina novamente, um aperto de mão, mais "asséptico" ainda.
Tentei me concentrar, ela estava a poucos metros. Estava difícil, sentia mais tortura, até que o trabalho transcorria bem em virtude das circunstâncias.
Por volta das 10 horas, como de praxe em outros tempos, Nina me convidou para um café. Pouco acenei com a cabeça que ela voltou a perguntar. Aceitei.
E se fez luz em meu dia.
Caminhamos juntos pelos corredores e escadas. Sentei num sofá, ela no oposto.
Falei de meus sentimentos, que se resumem em pensar nela durante todo o tempo e até quando não deveria.
Percebi em momentos que meu olho podia encher de lágrimas e via os olhos dela também se avermelharem, nos contemos. Ela foi lógica e sensata eu tentei ser, falei que procurava respeitar as regras de não contactá-la, mas que por uma vez foi maior meu sentimento do que o racional.
Pedi desculpas pela dor que ela sentia e que havia sido multiplicada pelo fato dela confessar a traição ao companheiro. Ainda houve o envio de uma carta anonima para ele, após ela ter feito a confissão. Ela me disse que ele teria "acabado" com ela se soubesse antes dela ter confessado. Ela afirmou que ele havia mudado muito, mas se questionou porque se aproximava de homens violentos. Eu nunca fui violento no sentido físico, mas no sentido verbal, sou demais. Fiquei preocupado pela segurança dela. Também me disse que quando ele pediu por uma segunda chance foi quando ela confessou nosso caso. Que continuavam juntos sob o mesmo teto, mas que ele agora estava em "standby". O que me deixou pensativo depois, foi a dúvida: E ela quer uma segunda chance com ele? Por que sou de pensamento tão lento? Que percebo no momento a falta de nexo, mas somente ocorre a materialização do pensamento depois?
Desde quando nos encontrávamos não entendo como continuavam morando juntos se não se falavam e se viviam "como irmãos"? Agora depois de tudo revelado entendo menos ainda! Talvez de certa forma ele ainda seja um porto seguro para Nina!
Nina me disse que tudo isto já era passado e notei que não queria mais falar sobre este assunto.
Enfim, foi uma conversa rápida e "no-sense" por vezes, rápida como tudo que nos ocorreu, foi rápido e marcante como um "tsunami". Mas foi o suficiente para me dar um pouco de paz durante aquele dia.
Ela falou que não estava mais escrevendo, estava pintando com cores negras, cinzas e marrons.
Que não sabia se escrevia um romance ou se o nosso caso seria mais para novela. Me intrigou.
Passamos a trocar frases irônicas e almoçamos no refeitório juntos e acompanhados de nosso colega da noite anterior.
Por volta das 15h quando me preparava para ir ela me deu um envelope pardo, percebi que era um livro.
Por volta das 15h15min eu chamei Nina para um café e para ir embora, ela me acompanhou, dei uma caixa com um presente que havia preparado.
Ela me perguntou se eu queria só o café, eu disse que queria um brownie. Ela disse não ser possível. Brownies e Petit Gateau que estiveram em nossos encontros não seriam mais possíveis.
Terminei o café, disse que tinha sido bom vê-la, ela me disse o mesmo.
Segurei rápido no braço dela e pedi um beijo no rosto de despedida.
Dei o Beijo e Fui.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Como vai você?

A música de Antônio Marcos me vem rondando a cabeça há algum tempo.
Acho que descreve exatamente a minha necessidade neste momento:
- Eu só preciso saber, como vai você.
Mas na verdade também queria "amanhecer ao seu redor"
Fica a fantasia, não dá para chamar de esperança.

Composição: Antônio Marcos / Mario Marcos

Como vai você ?
Eu preciso saber da sua vida
Peça a alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você ?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você

Vem, que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz

Vem, que o tempo pode afastar nós dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber
Como vai você

terça-feira, 18 de maio de 2010

Colega em Comum

Tenho encontrado com frequência um colega em comum meu e de Nina.
Outro dia, tivemos o seguinte diálogo:
Ele - Nina me enviou um e-mail dizendo que esteve na Pinacoteca a duas semanas atrás.
Eu - Ah é?
Pensei: "Puxa, sei que fui proibido de enviar e-mails e ela prometeu não mais me enviar. E ele pode receber."
Ele - Ainda não respondi.
Eu - Manda um abraço pra ela.
Pensei: "Talvez esta seja a única maneira de me fazer comunicar.Ou talvez, Nina em seu subconsciente ainda queira ter minhas notícias através de outros meios. Na verdade queria mandar outra coisa"
Eu - Não me recordo direito, mas encontrei com ela no início de fevereiro ou março.
Pensei: "Nos encontramos pela última vez num quarto de hotel no final de março"

Ela não me disse que era uma despedida, como em outras vezes ia sair e me deixar dormindo. Mas, como em outras vezes acordei antes, fizemos um amor rápido, nos despedimos tristonhos como sempre, ela me disse: "Tome o café por mim". Eram 5 (cinco) da manhã e o café do hotel ainda estava fechado. Tomei o café as 6h00, sozinho. Nunca mais nos vimos.

Ontem, este colega me perguntou:
" Quando vamos tomar outra Vodka? Eu, você, Nina e Italiano?"
Eu - Acho que nunca mais. (Com ar de nostálgico).

Nesta semana, devo encontrar Nina em uma reunião de trabalho. Fico imaginando o que pode ocorrer, se devo procurá-la para falarmos ou não. Ela me pediu para não procurá-la mais. Não sei se respeito ou não. Não quero constrangê-la. Fazê-la sofrer mais. Mas quero saber como ela está de fato. Um comprimento de aperto de mãos e um "Tudo bem ?!", no início e um "Tchau, até logo!" não vão me satisfazer.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um lugar para as almas

Estar com Nina era estar numa terra onde nossas almas ficavam ligadas através de nossos corpos.
Eu procurava fugir da vida daqui de fora.
Ela queria ter momentos de felicidade, soltar o lado poetisa, amar por arte, por loucura.
Em um de nossos encontros, vi em seus olhos o amor que ela sentia por mim e uma lágrima que começava a se formar.
Chorei e disse que o cotidiano nos destruíria.
Nina era minha Pasárgada.
Esta é a mais perfeita explicação.
Então veio o cotidiano e a lógica da vida, o bom senso a fez me dizer adeus.
O bom senso me diz que foi certo, mas meu espírito não se apazigua.
Ela já me dizia e tenho ouvido e lido nestes últimos tempos que não importa o quanto durou, mas a intensidade e que as almas sempre ficam ligadas.
Queria ter o corpo dela próximo ao meu para que minha alma a encontrasse.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Doença Crônica

Adquiri uma doença crônica: "Pensar em Nina".
Me pego pensando nela em vários momentos ao longo do dia.
As tarefas mais cotidianas a imagem dela me recorre.
Do tomar banho ao dirigir.
Mas o problema desta doença é na hora do sexo.
Faço com minha mulher, mas penso nela.
Até acho que não é uma doença crônica é uma maldição.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pegadas

Nina me disse que estávamos trilhando um caminho onde as pegadas se apagariam e não teríamos mais como voltar.

O que ela não me disse é que eu não teria mais pés para ir em qualquer outra direção.

Depois de ter estado com Nina e agora regressado ao lar, as comparações se tornam inevitáveis.

O sexo, o carinho, o diálogo franco aberto, sem limites já nos movia.

Na volta, perdi tudo.

Hoje finjo ser o que de fato era no passado. Sim, me tornei um fingido, pois não há pegadas para seguir nesta tentativa de retorno e me parece não ter pés para prosseguir.

Quando a noite cai e me encontro comigo, Nina vem intensamente em minha mente e a aflição se instala.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Cólera

Parece que estou doente, me falta ânimo para todas as coisas, principalmente para o trabalho estressante e cheio de cobranças. Mas também para o cotidiano, comer não me dá prazer, fazer sexo me dá prazer na carne e não na alma. Me falta Nina. Esta é minha doença.

Acabei de ver um pedaço do filme "Amor nos tempos do colera", em outros tempos não "perderia tempo" com romances. No entanto, na fase em que estou, me dou o prazer de romancear.

O personagem principal ora envolto com a poesia, ora envolto com o prazer da carne que não lhe satisfaz. E o pensar em um único amor impossível. Uma vida de espera.

Uma cena me levou ao passado próximo, quando escrevi sobre o corpo nú de Nina e ela sobre o meu. Meu suor, nosso suor apagou as marcas da esferográfica. Foi nosso último encontro. Mas até agora outras marcas feitas na alma não se apagaram.

domingo, 9 de maio de 2010

A Noite

É noite, hora de ir para a cama, mas para quê?

Para dormir?

Sim, pois amar Nina por horas não é mais possível.

Amar até o cansaço físico nunca mais.

Pois, o cansaço do amor na alma, este ainda não veio.

Rogo para que venha, mas a dor da separação não deixa.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nina

Tenho saudades de Nina. Penso muito em Nina.

Hoje queria apoiar minha cabeça no colo dela para receber carinho.